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[27.9.06]
Programa de índio...
Tribo 1- Você não pára mais em casa!
Tribo 2- Nossa, porque você não aparece mais no samba?
Tribo 3-Você sumiu do estúdio. Vê se pelo menos aparece no nosso show
Tribo 4-Você está perdendo, o forró está bombando!
Tribo 5-Por que você não aparece sábado pra comermos uma pizza e matar a saudade? Estaremos todas e seus respectivos namorados.
Tribo 6- Precisamos marcar uma sexta na Lapa... dê notícias
Tribo 7- Festa com comida e bebida liberada. Damas grátis a noite toda! Vambora?
Tribo 8- Não consigo falar com você. A galera tá marcando de ir ao Tributo ao Bob
Motivo: A índia está na oca com o cacique!
Conclusão: É muita tribo pra pouco índio...
Não é verdade?
por Karine 11:55 PM
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[21.8.06]
A morte da boêmia
Definitivamente eu não confio em quem não bebe. Muito menos em quem parou de beber por opção.
Neste segundo caso, se enquadra minha irmã. Aquela que me deu a primeira latinha, a primeira caipirinha, que foi a primeira a rir do meu primeiro porre e que lembrava de tudo que eu falava enquanto bêbada.
Eu amava a minha irmã.
Pra ela tudo era carnaval. Não cansava, nem chorava, não amolecia. E lá ia ela... dura na queda. Bebia três caixas com a elegancia de quem bebe uma taça de vinho.
Saía de lá durinha, no seu salto 15. Não soluçava, nem bambeava...lá se ia minha querida Dona Esponja...pra outro bar, claro!
E é com muito pesar que digo que hoje não é mais assim. Fazem três semanas que ela não bebe e que eu não consigo dormir direito. Afinal, nunca sei o que uma pessoa dessas é capaz de fazer...
Sejá lá o que for o que deu nela, que saia, pois os comerciantes locais estão começando a fechar as portas por causa do prejuízo.
Não é verdade?
por Karine 3:12 PM
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[10.8.06]
Ela voltou...
Uau, Que vendinha longe!
Mas enfim, voltei com cigarro e tudo.
Nesta ida a vendinha, encontrei muita gente, perdi algumas e conheci outras tantas. Mas acho que foi um caminho feliz e cheio de surpresas pelas esquinas.
Pelas esquinas que andei, não achei tudo o que queria, mas achei tudo o que eu precisava e não sabia.
E por aí fui caminhando. Conhecendo lugares, pessoas e um pouco mais de vida.
Em um determinado ponto, me deparei com um lugar cheio de gente diferente. O DJ tocava alucinado um som desconhecido, mas empolgante.
Quando tudo já não era novidade no local, eis que surge a visão mais bela da estrada. Veio direto a mim e não disse nada.
Hoje a noite é nossa, o DJ gritava.
Não, a noite era minha. Um chope, dois, três e não se conta mais...
Cochichos com sotaque, revelações, propostas, euforia.
Fernanda Abreu pedia pra eu ser a dona da festa, no meio de uma gente tão modesta.
Sim, a noite foi nossa!
Aliás, várias noites...
O que ele não viu é que eu não queria ser a dona da festa. Queria ser a dona de casa, que iria temperar um bife como ele nunca viu antes. Invés do DJ, queria ver nossos filhos gritando. Uma mamadeira, duas, três e não se conta mais...
Sim, queria que a noite fosse minha, pois aquela era minha vez de ficar acordada.
A mais bela visão foi embora antes que eu conseguisse mostrar que sou a gata borralheira que ele tanto queria. Antes que eu dissesse, sim!
Não é verdade?
por Karine 5:03 PM
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[12.5.05]

Não é verdade?
por Karine 2:37 PM
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[12.4.05]
Salvando almas do purgatório
Refletindo sobre minha vida amorosa, percebi que que sou uma espécie de Casa de Caridade.
Minha alma generosa chega a ter uma certa inclinação a Geni.
É como se eu dissesse: Vinde a mim todos os xexelentos, desprezados, discriminados, complexados, desacreditados, e afins.
Venha que lhe darei o elixir da segurança, confiança e da crença.
E assim inicio o meu trabalho de recuperação de almas, resgatando vidas e empenhando a minha.
No fim de todo o trabalho, após cicatrizadas as perebas, minhas ovelhas vão embora regeneradas e felizes. Lembram-se das obras, dos milagres, mas se esquecem sempre das chagas que deixaram no Pastor.
Da próxima vez, juro que peço o Dízimo!
Não é verdade?
por Karine 1:08 PM
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[5.4.05]
Eu falso da minha vida o que eu quiser....
Sigo adiante e a cada passo que dou vou de encontro a mim mesma.
Quanto mais contato tenho com a minha natureza mais paz eu sinto.
Vou respeitando minhas vontades e sendo fiel aos meus desejos.
Sigo, mas dessa vez com o olhar fixo no meu umbigo.
Acabo de descobrir a liberdade, que nada mais é do que meus olhos atentos mas sem foco.
Entre a confusão e a loucura, opto viver dentro de mim, aprendendo a lidar com os meus anseios.
Caminho sabendo que cada vez que penso que cheguei as estradas se entortam. Rasguei o mapa e não planejo mais nada.
Que por onde eu vá seja assim:
Nada definido, mas tudo equilibrado.
Não é verdade?
por Karine 3:46 PM
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[11.3.05]
Imagem não é nada, o que você ouve é tudo...
O cara de preto tatuado até a alma está cantando pagode
O outro que usa corrente até os dentes está no concerto
A moça ali de salto alto está dançando ciranda
O engomadinho está na roda de samba
O homem de terno está curtindo hip hop.
O rastafari gosta mesmo é de pop
O cabelo escovado já invadiu o reggae
A rasteirinha de couro está na boate
Os mauricinhos são alternativos
E quem me vê passando pensa que eu gosto de tudo
Definitivamente, eu não gosto é de estereótipo!
Não é verdade?
por Karine 1:42 PM
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[1.3.05]
RIO, EU GOSTO DE VOCÊ!
Cidade Maravilhosa
(André Filho)
Cidade Maravilhosa
Cheia de Encantos Mil...
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil !
Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n'alma da gente...
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente !
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz...
Que Deus te cubra de felicidade
Ninho de sonho e de luz.
Não é verdade?
por Karine 1:14 PM
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[24.2.05]
Eu sou a mosca....
Ontem peguei um ônibus para ir pra casa depois de um dia cheio de trabalho. Junto comigo entrou um cara que logo que subiu deu pra perceber que ele estava, digamos, eufórico.
Aquele era um momento esperado durante o dia inteiro, onde o banco do ônibus parecia mais confortável do que qualquer cama. Apoiei minha cabeça e estava pronta e necessitada para dormir até o meu destino.
O Cara começou a cantar trechos das músicas do Raul Seixas e quando chegava na parte da Mosca ele ainda zumbia.
Eu estava pronta e decidida a mandar aquele tolo calar a boca, não sei com que direito eu faria aquilo, mas eu iria fazer. Até que a primeira gargalhada tomou conta do ônibus. Pronto! Alguém deu margem pro cara. De uma passou para um coro de gargalhadas. A cada frase os passageiros se esbaldavam... Cada passageiro que ia entrando, desfazia aquele ar mais um dia e caía na gargalhada também.
Percebi que minha cara destoava dos demais.
Todos os passageiros se esqueceram do dia duro trabalhado, e agora só queriam saber das letras erradas que o tolo cantava.
Ninguém se importou se estava em pé ou sentado, se estava engarrafado, se a passagem de amanhã não estava garantida... todo se uniram ao tolo.
Eu tenho que admitir que foi a passagem mais agradável pela Av. Brasil. Estava até bonito de se vê. Quando desci vi que só existia um tolo naquele ônibus, eu!
Não é verdade?
por Karine 4:58 PM
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[10.2.05]
Um brinde ao porre de felicidade!
Quatro dias é pouco para carnaval, por isso precisei de trinta.
Sendo assim, deu tempo para desfilar por aí, fazer de cada canto uma avenida, acompanhada "a francesa", eu diria.
Tirar da garganta toda aquela alegria guardada, abafada e cansada de esperar.
Agora não consigo parar de sambar, a cabrocha incorporou e meu bloco parece não ter fim.
Debaixo das cinzas da quarta sobrou uma brasa, que pelo visto, vai durar até o próximo chegar.
Ela desatinou
Chico Buarque
Ela desatinou
Viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira
Bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando
Ela desatinou
Viu morrer alegrias
Rasgar fantasias
Os dias sem sol raiando
E ela inda está sambando
Ela não vê que toda gente
Já está sofrendo normalmente
Toda cidade anda esquecida
Da falsa vida da avenida
Quem não inveja a infeliz
Feliz no seu mundo de cetim
Assim debochando
Da dor, do pecado
Do tempo perdido
Do jogo acabado
Não é verdade?
por Karine 2:58 PM
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[19.1.05]
Sem mais para o momento...
Mascarada
Zé Kéti e Elton Medeiros
Vejo agora esse teu lindo olhar
Olhar que eu sonhei
E sonhei conquistar
E que num dia afinal conquistei, enfim
Findou-se o carnaval
E só nos carnavais
Encontrava-me sem
Encontrar este teu lindo olhar, porque
O poeta era eu
Cujas rimas eram compostas
Na esperança de que
Tirasses essa máscara
Que sempre me fez mal
Mal que findou só
Depois do carnaval
Não é verdade?
por Karine 4:45 AM
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[5.1.05]
É tempo de ser gentil!
José da Trino (José agradecido ou Profeta Gentileza)
Ano novo, vida nova e blábláblá
Milhares de filosofias citadas, criadas, reinventadas para tentar amenizar o peso da responsabilidade de fazer diferente.
Dentre todas que eu ouvi , preferi continuar com a minha. Não minha como criatura, mas sim por adoção.
Gentileza gera gentileza. Essa na minha concepção é a única funcional.
Do resto é tudo balela!
Acho que está crescendo em grande escala o número de adeptos dessa teoria.
Já perceberam como as pessoas agressivas são ridicularizadas ultimamente?
Além disso, as próprias agridem por saberem da sua inferioridade emocional.
Hoje o valente não é mais aquele que agride, e sim aquele que consegue ser gentil mesmo diante de tanta estupidez.
A serenidade é o desejo de todos. Admirada por todos.
As pessoas se cansaram de auto-afirmação. Se cansaram da violência gerada dentro de suas casas, trabalho, trajetos, etc...
Estão se humanizando.
Com isso os até então oprimidos, saem da sua toca, fazem a paz entrar na "moda" e ganham o mundo com gestos simples.
É bom perceber isso diante de tanta barbárie.
Faz bem pra mim, bem pra você!
Não é verdade?
por Karine 9:14 AM
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[13.12.04]
Vinte e poucos anos...
Hoje, faltando menos de um mês para o meu aniversário, lembrei de como eu me imaginava com 25 anos.
Aos treze anos planejei e defini a minha vida. Eu casaria com o menino que eu jurava amar. Hoje teríamos um casal de filhos lindos, uma carreira sólida, seríamos um casal convencional e viajaríamos uma vez por ano para um lugar que pudéssemos deixar as crianças livres.
A nossa casa teria cerquinha branca, um cachorro e uma horta. Eu chegaria do trabalho exausta e ficaria feliz ao perceber que nada saiu de ordem. O marido me beijaria a testa na hora de dormir para me desejar bons sonhos. Não beberia e jamais fumaria.
Os amigos seriam os de sempre, e o amor para sempre também.
Vida morna, sem maiores emoções.
Lembrando disso, não sei dizer em que ponto eu chutei a cerca. Só sei que hoje não queria que tudo desse certo. Agradeço pelas coisas irem contra a minha vontade.
Não seria tão feliz, muito menos livre. Ficaria faltando essa pessoa que eu descobri em mim e que me identifiquei de vez. Em algum ponto, entre pessoas entrando e saindo da minha vida, essa vidinha ficou para trás. E hoje sou muito grata a cada uma que me doou alguma coisa, gestos, idéias, conhecimentos... sou grata a cada decepção, a cada desamor, a cada não, para que eu decidisse deixar a vida me levar.
Só assim percebi que a estrada era longa e enfadonha. Acabei recebendo certos empurrãozinhos para seguir o atalho onde me deparei com tudo o que sou, e aprender que o melhor é aquilo que está fora dos planos.
Minha Vontade
Chatim
Quero viver como passarinho
Cantar, voar sem direção
Quando eu quiser construir meu ninho
Hei de encontrar um coração
Por enquanto eu quero viver
Com toda a liberdade
Saltando aqui, pousando ali
Essa é a minha vontade
Não, eu não quero prisão
Para o meu coração, eu não quero
Será bem triste o meu fim
Se eu não conseguir levar minha vida assim
Não é verdade?
por Karine 12:18 PM
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[30.11.04]
Hoje depois de muito tempo, entrei no site deles e me deparei com um vídeo com o Marcelo cantando essa música que eu amo. Conseguiu ficar mais bela no estilo da banda.
Sou capaz de me emocionar com ela, mesmo a tendo escutado mil vezes. Me emociona de uma forma singular, pura, quase neutra. Sem euforia nem tristeza. Ela é completa e independe das minhas recordações.
Santa Chuva
(Marcelo Camelo)
Vai chover de novo, deu na TV
Que o povo já se cansou de tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui que reze ajuda de Deus
Mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá que ta me dando uma vontade de chorar
Não faz assim, não vá pra lá
Meu coração vai se entregar à tempestade
Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher? Você me parecia tão bem!
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV que eu vou de vez
Não há porque chorar por um amor que já morreu
Deixa pra lá, eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade
Não é verdade?
por Karine 3:16 PM
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[19.11.04]
F E L I C I D A D E...
Essa tal de felicidade é muito espertinha.
Me torno dependente dela, mas ela faz pouco e desaparece.
Nunca vem nos meus piores momentos. Quando estou só ela nunca está. Fica lá na festinha que está rolando na casa do vizinho ou no samba mais próximo. Aí não tem jeito, eu tenho que ir atrás dela.
Ela só vem quando eu tomo um banho quente, quando como um pote de sorvete, quando beijo na boca e recebo um abraço que dispensa palavras. Vem também quando eu como chocolate, quando recebo uma ligação que estava esperando a horas, quando estou com a minha família, e já reparei que ela não dispensa uma cerveja.
Não sei por onde ela anda quando não está comigo. Acho que ela fica com os meus amigos, porque quando eles chegam ela sempre vem junto :)
Olê, Olá
Chico Buarque
"Não chore ainda não
Que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui
Pode passar e ouvir
E se ela for de samba
Há de querer ficar
Seu padre, toca o sino
Que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança
Que o samba é menino
Que a dor é tão velha
Que pode morrer
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga me perdoa
Se eu insisto à toa
Mas a vida é boa
Para quem cantar..."
Não é verdade?
por Karine 12:51 PM
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